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Quinta-feira, Junho 17, 2021
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Trabalhadores da Makro em Gaia e Matosinhos em greve na 6.ª feira contra reorganização de horários

No âmbito do protesto agendado para sexta-feira, estará um piquete de greve à porta da Makro em Vila Nova de Gaia a partir das 15:00, informa o sindicato.

Os trabalhadores da Makro das lojas de Vila Nova de Gaia e de Matosinhos cumprem uma greve na sexta-feira em protesto contra a reorganização dos horários de trabalho na empresa a nível nacional, anunciou hoje fonte sindical.

Em comunicado, a direção regional do Porto Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP Porto) diz que os trabalhadores reclamam a “não alteração dos horários de trabalho, em particular a imposição de horário de trabalho entre as 24:00 e as 06:00, e a não alteração dos dias de descanso semanal”.

Em causa, salienta, está “o direito à conciliação da vida profissional com a pessoal e familiar”.

Contactada pela agência Lusa, a Makro Portugal disse que “apoia o direito individual à greve, estando em todos os momentos atenta à manifestação das necessidades dos seus colaboradores”.

Salientando estar “no mercado há mais de 30 anos”, a empresa afirma que “as suas práticas laborais se encontram em conformidade com a legislação laboral nacional, continuando a trabalhar em prol das suas equipas” e reitera que “se encontra sempre disponível para ouvir as suas pessoas e fazer mais e melhor”.

De acordo com o sindicato, “a Makro organizou os horários de trabalho dos trabalhadores, a nível nacional, de modo a fazer coincidir um dos dias de descanso semanal com o feriado do 1.º de maio, data em que a empresa encerra todos os seus estabelecimentos”.

“Na prática, a Makro retirou um dia de descanso a todos os trabalhadores”, acusa.

Para o CESP Porto, “a Makro não respeita os direitos dos trabalhadores, alterando as suas folgas sem o seu consentimento” e “retirando, inclusive, descansos ao domingo para realização de um inventário que nem tão pouco foi anunciado”.

“[Como] se isto não bastasse, ainda impuseram que os trabalhadores fizessem reposição noturna, tendo sido pressionados a assinar um documento a autorizar tal imposição”, sendo que “os horários de trabalho foram afixados com apenas uma semana de antecedência, já com a dita reposição noturna, incumprindo assim a obrigatoriedade da empresa comunicar os horários aos trabalhadores com trinta dias de antecedência, como consagrado na cláusula 11ª do CCT [contrato coletivo de trabalho] do setor”, afirma.

Exigindo “a correção da situação”, os trabalhadores e o CESP reclamam ainda “a intervenção da ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] neste e em todos os locais de trabalho, para a rápida reposição da legalidade”.

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