Domingo, 14 Abril 2024

#informaçãoSEMfiltro!

Sopa… puré… não fosse a crise e aposto que o próximo levava com bacalhau

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publicado na edição em papel de 28/10/2022

Que vivemos tempos complicados ninguém tem dúvidas. Que o momento é de grande confusão a vários níveis, também ninguém duvida. Mas começo a achar que pior do que resolver os problemas económicos, vai ser resolver a maluqueira que por ai anda.

Há alguns dias, atiraram sopa de tomate a um Van Gogh. Depois disso, atiraram puré de batata a um Monet. Pergunto eu: que significado retiramos disto, excepto o facto de haver por ai muita gente com um parafuso a menos?

Está na moda ser ativista disto e daquilo, normalmente pancada de menin@s ricos, que coitadinhos, casados da consola, têm que se ocupar com qualquer coisa. Mas um badamecozito qualquer (perdoem a expressão), atira comida ou seja o que for a uma pintura, e chamamos ativista. Um qualquer puto com a mania que é rebelde, pinta uma parede com spray e é um vândalo! De facto, a diferença entre um pum e um peido, é apenas a carteira de quem o dá.

Mas voltemos aos ativistas da treta. 

Alguém consegue explicar como é que destruir património pode resolver a fome no mundo ou cuidar do planeta?

E permitam que diga, que na minha humilde opinião, quem é capa de destruir a nossa história, destruindo o nosso património, não é capaz de perceber porra nenhuma do que anda a fazer. Tal como disse, apenas uns menin@s mimados a quem faltou um momento educativo à moda antiga, aquele a que nós, o povo, chamamos de galheta, bofetada, lambada, estouro, etc etc.

O pior mesmo disto tudo é que, estes estarolas, ainda estragam por completo o trabalho que os ativista a sério vão desenvolvendo.

É normal os jovens querem ser radicais ou irreverentes. Todos nós, aliás, tivemos em determinada fase das nossas vidas, períodos irreverentes onde primamos pela diferença. É saudável. Faz bem ao mundo, ao futuro, à nossa evolução enquanto pessoas. A força, a garra, a perseverança, a irreverência, a paixão que se coloca em cada causa quando se é jovem, é essencial ao equilíbrio das coisas. Mas estes ativistas não são isso, porque não são sequer inteligentes para perceber que as suas ações, apenas aparecem nos noticiários por serem parvas, e por agredirem obras que são nosso património. Nosso. De nós todos.

É certo que muita gente se guia pela velha máxima do “falem mal, mas falem”. Mas talvez por isso, globalmente, estamos cada vez pior.

Assim por assim, e como isto pode virar moda, quando virem à janela de minha casa uma qualquer pintura, evitem a sopa de tomate ou o puré. Enviem antes uma picanha ou um bacalhau, iguarias que aprecio muito mais. É que no supermercado está caro…

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