Domingo, 14 Abril 2024

#informaçãoSEMfiltro!

Por favor, tirem as palas!

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Já aqui disse uma vez, que infelizmente o dia a dia é cada vez mais um jogo entre Porto e Benfica, seja qual for o tema ou a hora, e que se joga com a mesma ignorância e instinto primitivo com que se discute se foi penálti, falta ou fora de jogo.

Todos os dias temos novas discussões, que se vão sobrepondo às antigas, e todos os dias ouvimos as mesmas pessoas ter opiniões completamente antagónicas, consoante a origem, a cor ou o interesse. No final, a culpa é sempre dos mesmos: a covid; a guerra; a extrema-direita; ou o que aconteceu no tempo do Afonso Henriques. 

  1. Temos assistido a um sem número de casos e casinhos no governo PS. Mas pelo meio, buscas numa Câmara CDU, um deputado do PSD envolvido nas trapalhadas de Espinho, suposto favorecimento familiar na IL, entre muitos outros. Enfim, um fartote. 

O problema é que em vez de uma condenação geral e da população se unir em busca de uma maior transparência e seriedade, cada um veste a sua camisola e passamos os dias a ouvir: ah e tal, mas o teu é mais corrupto que o meu… o teu gama mais que o meu… E ainda chegam a ter a real lata de desculpar um, pelos mesmos motivos com que condenam o outro. É a falta de vergonha no seu melhor.

  1. Temos um palco de 5 milhões para as Jornadas Mundiais da Juventude. Que afinal vai ser só de 4 ou até menos. Um absurdo! Só em Portugal mesmo. Pessoalmente, pouco me importa de quem é a culpa. Pouco me importa se no passado também se gastou nisto ou naquilo. Não se pode fazer e ponto final. Nem esta e nem outras megalomanias. É um ultraje a forma como se gasta dinheiro em Portugal. 

O problema é que, tal como me disseram uma vez, “se o dinheiro não circular, é impossível alguém lhe deitar a mão”. E quanto maior for o número de zeros na fatura, mais fácil será retirar 5 ou 10 sem ninguém dar conta.

  1. Augusto Santos Silva, presidente da Assembleia da República e, deseja ele, futuro candidato a Belém, defende que se deve acabar com a lavagem de roupa suja, uma vez que a todos prejudica. O mesmo Augusto Santos Silva, defende uma lei onde quem governa pode decidir o que é ou não publicável na imprensa, podendo declarar o que não interessa como desinformação, por exemplo. Portanto, o Presidente da Casa da Democracia, não vê com bons olhos que se questione, escrutine ou denuncie todas estas trapalhadas. Palavras para quê?
  2. Entretanto temos novamente a presidir ao Brasil, um indivíduo que, diga-se, é de pergaminhos muito duvidosos ao nível da seriedade e honorabilidade. Por cá, forte apoio a Lula da Silva, e felicidade por ver sair Bolsonaro. Mas a vontade de ver Bolsonaro longe, que partilho e percebo perfeitamente, não pode sobrepor-se a todos os outros valores. Triste o país que tem de decidir entre duas pérolas destas. 

E para começar em grande, o presidente brasileiro, a respeito da Ucrânia, conseguiu a brilhante afirmação de que “quando um não quer, dois não brigam”. Brilhante! 

Gostava de ver esta sumidade a dizer esta frase às vítimas de violência doméstica, ou aos miúdos que sofrem de bulling, ou por exemplo àquele imigrante que levou uma valente tareia em Olhão. Eu vi as imagens e não me parece que o rapaz estivesse muito interessado na “briga”. A imbecilidade não tem limites.

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