Domingo, 14 Abril 2024

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Orquestra Juvenil de Gaia, um projeto de inclusão que incute o “bichinho” da música a 57 jovens

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Iniciativa desenvolve-se na escola básica de Santa Marinha e conta com o apoio do Município e do Ministério da Educação

Nascida de uma parceria entre escolas do ensino regular e especializado de música e dança do concelho, a Orquestra Juvenil de Gaia (OJG) é já um projeto socioeducativo consolidado, de integração social através da prática coletiva de música, que conta, atualmente, com 57 crianças e jovens de todo o concelho. Desenvolve-se na escola básica de Santa Marinha (Escola das Artes) e conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia que, para 2023, disponibilizou uma verba financeira de 15.250 euros. Todos podem aceder à orquestra, sem pré-requisitos de qualquer ordem, e o projeto deve desenvolver-se, sempre, em contexto escolar.

Direcionada para todos os ciclos de ensino, a OJG proporciona aos alunos um espaço de participação e de desenvolvimento, numa perspetiva de intercolaboração, de acesso totalmente gratuito. Os jovens que não têm a possibilidade de ter acesso à fruição musical de outra forma, encontram neste projeto uma oportunidade única de partilha de experiências culturais e de dinâmicas de aprendizagem, promovendo valores essenciais ao seu crescimento, tais como a cidadania, o senso crítico e a sensibilidade e conduzindo ao seu desenvolvimento emocional, motor e social.

A prática musical coletiva ajuda a desenvolver a lógica e o raciocínio dos participantes, que entendem a música como uma plataforma alargada de cruzamento de saberes indispensáveis à escola, como a matemática, a ótica, a história ou as expressões. A OJG é, por isso, um espaço aberto, onde não existe seleção de participantes, seleção de instrumentos ou a prática tradicional de um currículo musical.

A OJG está, atualmente, dividida em quatro áreas de atuação: a Orquestra Juvenil (acolhe jovens sem acesso à prática coletiva de música), a Pequena Orquestra de Câmara (oportunidade para a participação dos jovens mais avançados), a Orquestra de Câmara de Gaia (formação constituída pelos professores) e a Escola de Orquestra (espaço de aprendizagem para aqueles que ainda não podem participar nas atividades das orquestras). 

Atualmente com 31 escolas envolvidas no projeto, a Orquestra funciona, semanalmente, às quartas-feiras, entre as 17h30 e as 20 horas, e conta com uma equipa composta por 21 professores, desde o ensino público a músicos, distribuídos por diferentes áreas: sopros, violinos/viola d’arco, contrabaixo, violoncelo, guitarras/cavaquinhos, percussão, teclas, diretor artístico e gestão. Por sua vez, a distribuição dos 57 alunos a frequentar a OJG por áreas é a seguinte: sopros (16), violinos (12), contrabaixo (1), violoncelo (2), guitarras/cavaquinhos (20) e percussão (6). 

Sediado no Agrupamento de Escolas António Sérgio, o projeto conta com o apoio, além da autarquia, do Ministério da Educação (atribuição de crédito de horas a oito professores), da Junta de Freguesia de Canidelo (transporte do equipamento), da Fundação PT (apoio ao longo de três anos) e da DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares). 

Falar da Orquestra Juvenil de Gaia é, por isso, falar de inclusão social. As pequenas apresentações orquestrais, a produção de partituras, o conhecimento dos instrumentos ou os ensaios são o motor para a construção de experiências que podem transformar crianças e adolescentes em célebres músicos, que poderão seguir pela via profissionalizante ou não. 

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