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Domingo, Abril 18, 2021
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Museu do Chiado desafia mais de 100 artistas a criar vídeos sobre processo criativo

O Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa, convidou 130 artistas visuais a criar pequenos vídeos sobre o seu processo de trabalho, para mostrar ao público nas redes sociais, revelou hoje a diretora à agência Lusa.

Desde 15 de janeiro que todos os espaços culturais voltaram a encerrar devido às medidas decretadas pelo Governo para conter a pandemia da covid-19, e muitas entidades ligadas às artes, entre as quais museus, continuam a criar atividades em plataformas digitais para manterem o contacto com o público.

De acordo com a diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) – Museu do Chiado, Emília Ferreira, entre outras atividades pensadas para este segundo confinamento, surgiu a ideia de enviar 130 pedidos de depoimentos aos artistas visuais, representados e não representados no museu, para criarem pequenos vídeos de três minutos sobre os seus processos de trabalho.

“Aquilo que eu pensei ser um desafio que talvez só alguns artistas aceitassem, está a revelar-se uma extraordinária surpresa”, comentou a responsável à Lusa sobre o repto lançado aos criadores, para gravarem um vídeo com o telemóvel, com o objetivo de ser depois partilhado nas redes sociais do museu.

Dos 130 que receberam o repto lançado pelo MNAC – e há ainda mais 50 convites prestes a serem enviados – cerca de uma centena respondeu afirmativamente e, destes, 25 enviaram um vídeo, tendo sido já publicados 15 na rede social Facebook e no Youtube em visualização acessível ao público desde o início de fevereiro.

Luís Silveirinha, Ana Vidigal, Nuno Nunes-Ferreira, Alice Geirinhas, António Olaio, Cristina Ataíde, Henrique Vieira Ribeiro, Rita Barros, Inês Almeida, António Faria, Rui Macedo, Ana Romãzinho, Manuel Botelho, e Fátima Mendonça são os artistas cujos vídeos já foram colocados gradualmente naquelas plataformas digitais até hoje.

“Dada a adesão, contamos continuar a partilhar estes depoimentos muito depois do fim do confinamento”, indicou Emília Ferreira à Lusa.

Os convites têm estado a ser dirigidos a artistas de várias gerações, de todos os pontos do país, com diversas expressões plásticas, do desenho à gravura, pintura, escultura, fotografia, cerâmica, ´media art´, instalação, performance, joalharia e têxtil.

“A extraordinária generosidade de revelação dos seus processos, a diversidade de abordagens e registos, a franqueza e criatividade que se testemunham, tornam estes breves vídeos um muito relevante testemunho dos criadores contemporâneos”, sublinhou Emília Ferreira.

No caso do Facebook – o veículo privilegiado de comunicação ´online´ do museu – as entradas vão desaparecendo na cronologia à medida que entram outras novas, embora não sejam retiradas, e depois são colocadas Youtube, “para que não se percam e fiquem acessíveis” ao público.

Emília Ferreira diz ter ainda disponíveis 14 novos vídeos que deverão entrar nas redes sociais ao longo das próximas duas semanas, nomeadamente de Carlos Noronha Feio, Ana Cardoso, Pedro Proença, Rosário Forjaz, Manuel Valente Alves, Catarina Patrício, Pedro Saraiva, Graça Sarsfield, Rodrigo Gomes, Emília Nadal, e Paulo Brighenti.

“Estou à espera de mais 81 filmes nos próximos dias, que irão depois sendo gradualmente publicados”, indicou, sobre os vídeos em vias de criação por artistas como Adriana Molder, Cabrita Reis, Pedro Calapez, Gabriela Albergaria, Jorge Molder, João Tabarra, Valter Vinagre, Marta Wengorovius, Teresa Magalhães, Miguel Branco, Susana Mendes Silva, Sofia Areal, Xana, João Louro, Pedro Pires, Manuel San Payo, José de Guimarães, Graça Morais, Gustavo Sumpta, Catarina Leitão ou Graça Pereira Coutinho.

Como a atual adesão, e uma lista de mais 50 convites que irá enviar brevemente a outros artistas, Emília Ferreira acredita que “está a ser criado um arquivo muito interessante”, sobre o processo criativo de quase duas centenas de artistas portugueses.

O Museu do Chiado foi fundado em 1911, como Museu Nacional de Arte Contemporânea, está instalado no Convento de São Francisco, no centro histórico de Lisboa, e o seu acervo integra mais de 5.000 peças de arte, num percurso cronológico desde 1850 até à atualidade, incluindo pintura, escultura, desenho, fotografia e vídeo.

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