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Domingo, Abril 18, 2021
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Gaia: Novo hotel de charme junto à ponte D. Luís I com assinatura de Eduardo Souto Moura

A Sociedade de Investimentos Imobiliários ZOF vai construir junto à Ponte D. Luís I, em Vila Nova de Gaia, um hotel de charme que terá assinatura do arquiteto Eduardo Souto Moura, informou a promotora do projeto.

Sem revelar o valor total do investimento, a ZOF, uma sociedade portuguesa com sede no Porto, avançou que o hotel vai ter 14 quartos, esplanada, miradouro e bar num terreno localizado sob a Ponte D. Luís I “com vista privilegiada, oferecendo um alojamento de grande qualidade em pleno centro histórico” de Gaia.

“É um projeto localizado num ponto muito particular do centro histórico, não só pela sua localização na escarpa e na sua relação de proximidade com a Ponte D. Luís I, mas também porque se trata do primeiro prédio que se vê em Vila Nova de Gaia, vindo do Porto pelo tabuleiro inferior da ponte [Luís I]”, descreve a coordenadora deste projeto da ZOF, Rita Everard Machado, citada em comunicado enviado à Lusa.

A arquiteta destaca “a existência de inúmeros desafios inerentes ao local”, referindo “a importância” de Eduardo Souto Moura ter aceitado o “desafio” de assinar o desenho arquitetónico.

“É a pessoa certa para fazer deste projeto um sucesso e uma enorme mais valia para a cidade de Vila Nova de Gaia”, lê-se no comunicado.

Contactada pela Lusa, Rita Everard Machado especificou que o projeto de arquitetura foi aprovado durante mês de janeiro na câmara de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.

A ZOF, que é promotora do projeto e proprietária do terreno, “tem a expectativa” de que o concurso para a empreitada possa avançar no segundo semestre deste ano e “estima” ver obra no terreno no último trimestre.

“Agora, avançaremos com projeto de execução e especialidades para um terreno que tem uma configuração muito particular, o que requer projetos muitos elaborados”, descreveu a arquiteta.

O terreno de 315 metros quadrados localiza-se numa zona onde, no princípio do século XX, durante a construção do tabuleiro inferior da Ponte Luís I, o casario existente no local foi demolido.

Construída a ponte, foi deixada à vista uma empena, parede sem abertura de janelas que servia de meação entre dois edifícios, tendo um sido demolido e o segundo mantido a “aguardar a construção de um novo, solução que acontece agora” com a materialização deste hotel, explicou Rita Everard Machado.

Assim, o projeto inclui a recuperação de um edifício preexistente, bem como a ampliação dessa edificação através de um jardim de socalcos.

A sociedade promotora deste hotel conta que “no edifício existente funcionou durante mais de um século uma tipografia” e que “as maquinarias industriais encontradas no local servirão de inspiração e ponto de partida ao promotor para a decoração do hotel”.

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