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Segunda-feira, Maio 10, 2021
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Famílias de etnia cigana passarão para empreendimento na antiga fábrica da Feiteira

A antiga Fábrica de Madeiras da Feiteira vai dar lugar a apartamentos para realojar as 26 famílias de etnia cigana que vivem nas margens da autoestrada A1, em Grijó, foi aprovado ontem em reunião de Câmara.

O projeto, que envolve a Infraestruturas de Portugal e a família Amorim e a câmara de Vila Nova de Gaia e no total custa cerca de 3,8 milhões de euros, foi ontem aprovado por unanimidade numa reunião camarária que durou cerca de duas horas e meia e se realizou por videoconferência devido à pandemia da covid-19.

“Aquelas pessoas estão ali há décadas. Trata-se de uma questão de dignidade”, disse o presidente da câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.

Em causa está um projeto que vai nascer num terreno “cedido gratuitamente” pela família Amorim, cabendo à autarquia comparticipar com 20% dos custos totais da obra financiada ao abrigo do Plano Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU).

Serão construídos vários lotes de apartamentos num total de 34 habitações.

O autarca de Gaia, recordou que as famílias de etnia cigana vivem “sem condições dignas de ambos os lados da autoestrada em Grijó”, referindo-se a uma comunidade que vive em barracas nas margens da autoestrada A1.

No local onde vivem atualmente as famílias vai nascer um novo acesso à autoestrada A1.

Já a empreitada na fábrica que se encontra sem uso e em estado devoluto implica a reconversão do espaço para habitação.

Em causa três blocos de habitação multifamiliar, sendo o bloco 1 composto por três edifícios interligados por uma galeria exterior de circulação, o bloco 2 por um único edifício e o bloco 3 por dois edifícios igualmente interligados por uma galeria.

A tipologia dos apartamentos vai de T2 a T4.

“Não haverá desenraizamento, haverá é cautela em garantir que, no dia em que realojarmos as pessoas, serão realojadas aquelas que lá estão agora. Não podemos multiplicar os casos. Queremos resolver aquele problema pela imagem da cidade, mas também para dar dignidade àquelas pessoas, responsabilizando-as. As crianças têm de ir para a escola e os pais que têm de trabalhar”, disse Eduardo Vítor Rodrigues em outubro de 2019 quando abordou este tema à margem da apresentação do plano e orçamento para 2020.

A reunião camarária de hoje também ficou marcada pela aprovação de concursos que se concretizam em novos postos de trabalho, num total de 72.

Os pontos foram aprovados com a abstenção do PSD que é oposição em Vila Nova de Gaia ao executivo socialista.

“Cientes do momento especialmente crítico que atravessamos e da necessidade de gerir com muita precaução os recursos públicos disponíveis não podemos dar o aval a uma medida que vai gerar um aumento permanente das despesas correntes, a suportar pelos munícipes que estimamos poderá não andar muito longe dos dois milhões de euros anuais”, lê-se na declaração de voto dos sociais-democratas.

Para o PSD, em causa estão “encargos com repercussão nos próximos mandatos autárquicos”, pelo que os sociais-democratas entendem que “melhor seria que, a pouco mais de seis meses de eleições, se deixe a decisão de contratar, ou não, um número tão significativo de novos trabalhadores, para os novos titulares dos órgãos autárquicos”.

Em resposta o presidente socialista garantiu que está “apenas a lançar concursos” e que “o resultado e decisões sobre os concursos serão posteriores às eleições”.

“Este é um processo longo com muitas burocracias. Qualquer contratação será analisada pelo novo executivo. Não está aqui qualquer tentativa de fazer contratações de última hora. À exceção de uma ou duas coisas que posso admitir que não seja decisivo, a maior parte é reforço em equipamentos importantes”, referiu Eduardo Vítor Rodrigues que numerou contratações para escolas e centros de saúde.

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