Domingo, 14 Abril 2024

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“Deixem-me em paz porque se me chatearem muito, se calhar, vou-me envolver, pegar numa criancinha ao colo e levá-lo ao poder”

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Cerca de 200 pessoas ouviram Luís Filipe Menezes falar do passado, do presente e do futuro. Ex presidente da Câmara de Gaia afirmou manter a ideia de “nunca mais exercer um cargo político executivo em Portugal”.

Luís Filipe Menezes abriu o ciclo de conferências, promovido pela Plataforma Gaia com Norte, apresentada a todos pelo Deputado social democrata, Firmino Pereira, enchendo uma das salas do Hotel Hilton, na Beira Rio, com cerca de 200 convidados, que fizeram questão de demonstrar o seu apoio ao ex-presidente da Câmara de Gaia. Entre os apoiantes, destaque para o presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, os ex-vereadores Delfim Sousa e Mercês Ferreira, Nuno Oliveira, Nuno Castro Chaves, Joaquim Leite ou António Fonseca.

Firmino Pereira foi quem abriu a conferência, afirmando ter já “saudades de ver tanta gente de gaia a participar numa ação política”, afirmando pretender “lançar um sobressalto cívico e político em Vila Nova de Gaia, uma vez que “2025 é a oportunidade para a mudança necessária”.

Após apresentar um filme de 1998, de uma viagem desde a Ponte Luís I, até à zona de Miramar, por forma a demonstrar a todos o que foi construído nos mandatos laranja, dos quais participou, terminou lançando o slogan “outra vez um presidente”, numa clara alusão ao slogan utilizado aquando da primeira vitória de Menezes.

Seguiu-se Luís Filipe Menezes, que começou por explicar que falava pela primeira vez após sair da Câmara de Gaia, “porque foi a primeira vez que fui convidado para falar em 9 anos”. Lembrou depois Menezes que “2025 é o encerrar de um ciclo político e isso faz o jogo começar do zero. Se houver consenso deste lado da barricada, há oportunidade de criar uma alternativa política há atualmente existente”. 

Com vários ataques ao atual presidente durante a sua intervenção, disse Menezes só ter a dizer “ao atual presidente da câmara que 10 anos depois ainda dorme com medo do fantasma do Menezes”, afirmando que Eduardo Vítor Rodrigues, “durante 4 anos votou a favor todos os documentos que levei a câmara” e que após a sua eleição, “levei-o a almoçar e fiz todo o retrato do município. Tentei ajudá-lo”.

Foi este processo que nós perdemos. Os gaienses tinham orgulho nisto?

Falando do passado, Menezes recordou ter investido em Gaia, em 16 anos, cerca de 1,5 mil milhões de euros, deixando um passivo de 196 milhões de euros, algo que “para a receita que a Câmara tem, era perfeitamente sustentável”. Ainda sobre a dívida, e sobre o facto de ser a segunda maior do país à sua saída, afirmou com clareza que “claro que sim. Se éramos a segunda ou a terceira câmara, e se fomos a que mais investiu, é perfeitamente normal. É como dizer que a dívida da Alemanha é maior que a de Portugal. É uma acusação imbecil”.

Apresentando imagens de algumas das suas obras, ao mostrar uma do Centro de Estágios do Futebol Clube do Porto, afirmou que “hoje não o faria. Não resultou como pensei que iria resultar. Pensei que a volta, a construção e os serviços iriam crescer, algo que não aconteceu”.

Ainda aludindo ao passado, lembrou que se “hoje a receita da Câmara é de 197 milhões, é porque foi semeado antes”, enviando uma bicada ao seu sucessor pelo facto de hoje, a despesa com pessoal ter crescido cerca de 40%”.

A terminar, afirmou que “fizemos muita coisa, mas não fizemos tudo. Há ainda muita coisa por fazer” e para o futuro, “o interior precisa de uma âncora de desenvolvimento” e no douro, “mais travessias é urgente e essencial”, afirmando ainda que é altura de “começar a pensar em pontes com Gondomar porque o nosso território vai muito além do Porto”.

Terminou afirmando estar “disponível para debater com o atual presidente. Mas ele não está! A mentira vive da falta do contraditório”.

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