Sábado, 25 Maio 2024

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Construção e aluguer de mais de 400 casas

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Félix Loureiro, fala ao Gaia Semanário numa entrevista descontraída, mas esclarecedora, conduzida por Zé Pedro Ferreira, abordando o percurso da Félix Consultores, que gere juntamente com a sua companheira desde 2008, quando ainda era um jovem estudante universitário. “E como na altura, se vivia a crise financeira o mercado de trabalho estava mal e não havia oportunidades de emprego” decidiram criar o próprio negócio, e até ao momento “o balanço é positivo” afirma Félix Loureiro.

Tem sido um desafio, mas este desafio tem dado valor acrescentado, “e quando as pessoas me perguntam sobre o que sou especialista, eu respondo que sou especialista em pessoas, os imóveis não falam comigo”, afirma o mesmo. “Ajudamos as pessoas a tomar uma boa decisão”, salienta. O tipo de cliente que procura os nossos serviços, é um cliente que ficou satisfeito com o primeiro serviço, vem a segunda a terceira vez e torna-se fidelizado, “isto é resultado da boa resposta que sempre demos e damos”, também resulta da confiança que a imobiliária dá, “temos clientes que já compraram três, quatro vezes connosco, isto diz bem do trabalho que nós fazemos” refere.

Mas nem tudo são rosas no ramo da imobiliária, “Há pessoas que poem à venda as suas casas em todas as imobiliárias, por uma questão de confiança”, “o cliente que nos procura, fá-lo por uma questão de confiança”.

Questionado sobre a confiança ou desconfiança por parte dos clientes, como é que se combate e gere esse assunto, indiga José Pedro, ao qual Félix Loureiro salienta que “a confiança conquista-se com a verdade”, levada a duas tomadas de posição, a angariação pela via da exclusividade, mas o que é certo é que o mercado português está mais virado para a não exclusividade. Também não existe nenhum curso virado para esta área, não há barreiras para a prática desta profissão, como a de um médico, ou outra.

Mercado cada vez mais exigente

O mercado está cada vez mais exigente porque as pessoas estão cada vez mais exigentes, e temos que acrescentar valor aos clientes e estar à altura dessa exigência, “estudar o mercado todos os dias, e o mercado exige isso” é a chave para que tudo corra bem.

Como é sabido, a pandemia veio pôr a nu todas as fragilidades de um mercado já de si vulnerável. “O mercado continua a ter uma oferta pequena para uma procura muito exigente”, e a pandemia ao contrário do espectável não veio trazer uma oferta elevada e preços mais baixos, antes pelo contrário, as pessoas usufruíram melhor das suas casas, e como o mercado se rege pela lei da oferta e da procura, ainda continuamos a verificar essa tendência, e quanto às moratórias, só o tempo dirá como estará a oferta e a procura, o mercado também se regula pelas necessidades das pessoas, é mais fácil hoje vender uma propriedade por um bom preço do que uma propriedade ao desbarato.

A pandemia e o teletrabalho trouxeram novas necessidades, “por exemplo um casal com um filho a viver num T2, com o teletrabalho, veio trazer uma necessidade de comprar uma casa maior, para que o casal possa fazer teletrabalho”. Ou uma casa com um espaço exterior, a pandemia também trouxe essa exigência. As moradias, por causa dos espaços exteriores, valorizaram mais do que os apartamentos.

No que toca ao arrendamento ao nível local, nomeadamente em Vila Nova de Gaia, verificamos que há um défice na oferta e as que há são a preços proibitivos. A Câmara de Gaia tem ideia de pôr à disposição cerca de 400 casas a preços acessíveis, algo que ainda vai ser feito.

Construção e aluguer de mais de 400 casas

Gaia conta atualmente com cerca de 300 mil habitantes, e 400 casas “não são suficientes para essa oferta, ajuda um bocadinho, mas daqui até quando” interroga-se Félix Loureiro.

Em relação ao preço das casas salienta o mesmo, as casas estão caras, mas há quem as compre, estarão assim tão caras. Deixa no ar a questão.

Também há outro fenómeno que está a acontecer, os pais juntam-se aos filhos, o que antes se verificava era o contrário, os filhos saírem de casa e comparem a sua, agora os pais juntam-se aos filhos e compram casas maiores, para que o custo da renda seja dividido por mais pessoas e fique menos pesada no final do mês.

Félix Loureiro também deixa no ar outra questão, porque é que isto subiu tanto. A resposta está na elevada procura do mercado estrangeiro, que que tem poder de compra, podem pagar um ano de renda, e não questionam o valor, é uma oportunidade para quem tem o imóvel.

No que diz respeito à lei do arrendamento, há quem diga que deve haver leis que regulem os arrendamentos, ou tem de ser através do funcionamento normal do mercado” questiona o Jornal Gaia Semanário.

“O mercado é soberano, o estado criou em termos de impostos, algumas divisões das percentagens dos impostos a cobrar, porque agora existem duas formas de calcular os impostos para o senhorio, uma é englobar aquele rendimento no IRS, ou pagar uma taxa única de 28%. O estado criou em 2020, para os contratos de longo prazo, estamos a falar de dez anos, a taxa de 28%, vai para 14%. Há aqui uma margem de manobra para o senhorio fazer uma renda mais barata. Antes os contratos eram de cinco anos, agora são de três, e se ambas as partes assim o pretenderem pode ser feito um contrato de um ano.

No que toca ao mercado das vendas elas cifram-se em, e segundo dados obtidos, foram vendidos até outubro 2021 um total de 7.104 habitações, em Vila Nova de Gaia no ano passado. A média de venda imobiliária em Vila Nova de Gaia é de três a quatro meses. No que toca ao crescimento do parque habitacional em Gaia, “há uma frente de mar muito valorizada, no centro também, e no interior é mais barato.

Em termos de preços compensa sempre ir para uma zona mais interior, se estivermos a falar uma casa no centro de Gaia e uma igual em Pedroso, compensa pelos menos 30 a 40% mais barata a de Pedroso.

Fase em que se encontra a Félix Consultores

“Temos crescido bastante tendo mesmo em conta o contexto de pandemia, no ano de 2020 crescemos quase 100%, relativamente a 2019”, apesar da pandemia.

“Já estamos a trabalhar no plano estratégico de 2022, queremos ter um crescimento no mínimo de 50%, já temos os recursos, precisamos de mais pessoas que queiram abraçar este projeto, nos ajudem a chegar lá”.

Que tipo de apoio podem encontrar na Félix Consultores, questiona João Pedro.

No que diz respeito ao tipo de apoio que o cliente pode ter na Félix Consultores, “podem encontrar um consultor que tem experiência para assegurar vários cenários, e vai ter, independentemente, se vai gostar ou não, vai ouvir a verdade, temos ajudado mais de 750 famílias a vender e comprar casa”. E se quiser um consultor dedicado deve-nos contactar.

Sabemos que em teoria, refere João Pedro, quando se pretende vender é sempre muito barato e quando se quer comprar é sempre muito caro, como é que a Félix Consultores gere isto, indiga o Jornal Gaia Semanário.

Com dados estatísticos validados, que estudam o mercado para depois nos darem os números, que depois de serem trabalhados, “nos vai dizer que aquela casa vale “xis” e “ípsilon”.

Para terminar a entrevista, perguntou-se a Félix Loureiro que conselho daria aos gaienses que pretendem vender, comprar ou arrendar, que negócios devem fazer, se devem esperar, o que é que nos vai trazer um futuro próximo, que conselho daria.

“Muito simples, de uma forma muito genérica comporta duas posições, se pretende comprar ou vender sem necessidade premente, pode não compensar comprar, mas se for por uma “questão de necessidade, faça-o já”. Nas rendas a opinião é igual. Se for por necessidade faça-o, se for mudar por mudar, se calhar não compensa esse trabalho. A tendência este ano, vai ser a mesma que a do ano passado.

Conselhos aos gaienses: Arrendar ou comprar

Em relação aos conselhos a dar aos gaienses na hora de arrendar ou comprar, o mesmo refere “O que disse anteriormente, se quiserem vender por vender, se calhar não lhes vai compensar muito. Quanto ao arrendamento aplica-se o mesmo, arrendar por arrendar, se calhar não vale a pena o esforço. Se for uma real necessidade mudar ou alugar, então que o façam”. “Nas rendas as coisas continuam na mesma há uma procura elevada por parte dos estrangeiros, neste momento uma casa, um T1 no Porto, numa “ilha” custa 780 euros”.

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