Hospitalização Domiciliária do Gaia/Espinho tratou 1.000 doentes em 3...

Hospitalização Domiciliária do Gaia/Espinho tratou 1.000 doentes em 3 anos

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A Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) tratou, em três anos, 1.000 doentes, o que se traduziu na redução de 9.826 dias em internamento hospitalar, revelaram hoje os responsáveis.

Numa altura em que a UHD do CHVNG/E, “a primeira a ser criada na região Norte”, celebra o terceiro ano de atividade, a informação remetida à agência Lusa dá conta de que, para prestar os cuidados necessários aos utentes em hospitalização domiciliária, foram percorridos 155.626 quilómetros, num total de 12.975 visitas.

Estes números equivalem a 7.268 horas de visitas, 1.000 doentes tratados e à redução de 9.826 dias em internamento hospitalar.

Nestes três anos – de 2018 a 2021 – a taxa de óbito foi de 2,5%.

A hospitalização domiciliária consiste numa resposta a doentes em idade adulta que aceitem voluntariamente o internamento em casa e cumpram um conjunto de critérios clínicos, sociais e geográficos.

Em relação ao internamento em hospital, a diferença está no facto de o doente estar internado em sua casa, mantendo cuidados de nível hospitalar, o que se traduz na redução do risco de infeção hospitalar, numa maior humanização da prestação de cuidados através do envolvimento do cuidador e da família, bem como na promoção da recuperação funcional e autonomia do doente, em contexto familiar.

Para o Serviço Nacional de Saúde, a resposta traduz-se no reduzir da sobrelotação das camas hospitalares, o que veio a ter impacto no período pandémico que o país e o mundo viveram sobretudo em 2020.

De acordo com informação do CHVNG/E, que cita os coordenadores da UHD de Gaia/Espinho, a pandemia da covid-19 “forçou” algumas alterações na atividade da unidade, o que resultou no “reforço” da capacidade de internamento e na “absorção” de mais doentes sem infeção pelo novo coronavírus.

“[Este cenário] permitiu libertar camas para internamento hospitalar para doentes covid”, refere o CHVNHG/E.

A médica responsável Olga Gonçalves, bem como o enfermeiro chefe Pedro Vieira, coordenadores desta UHD, acreditam “que a evolução dos cuidados aos utentes em hospitalização domiciliária passará pelo crescimento da capacidade de lotação”, bem como pelo “incremento de apoio e formação aos cuidadores e famílias, intensificação do diálogo e convergência com os Cuidados de Saúde Primários”.

Assim como, dizem, “como a melhoria do acompanhamento aos doentes com o recurso a soluções de telessaúde”, como por exemplo a telemonitorização.

Os responsáveis admitem que o crescimento desta resposta implicará a “aplicação de novas tecnologias e outras inovações que permitam o reforço da segurança dos utentes, da capacidade diagnóstica, de monitorização e intervenção das equipas”.

A UHD do CHVNG/E inclui médicos especialistas de Medicina Interna, enfermeiros generalistas e especialistas, assistente social, nutricionista, farmacêutico, assistente operacional, assistente técnico e gestor, num total de 23 profissionais.

À Lusa, o CHVNG/E indicou que 97,6% utentes tratados avaliaram o serviço como “Bom” e “Muito Bom” e 97,9% afirmaram que o recomendariam a familiares e amigos.

Quanto aos cuidadores, 98,0% avaliaram o serviço como “Bom” e “Muito Bom” e 98,4% está disposto a recomendá-lo.

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