Associação ambientalista com sede em Gaia critica "ecoparolices" de...

Associação ambientalista com sede em Gaia critica “ecoparolices” de passadiços e pontes suspensas

-

- Advertisment -spot_img

A Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade (FAPAS) classificou hoje de “ecoparolice” a “moda” dos passadiços, baloiços, pontes suspensas, teleféricos e miradouros que “podem ser um atentado às paisagens”, exigindo a revisão do regime jurídico da avaliação ambiental.

Num comunicado, a associação ambientalista, que tem sede em Vila Nova de Gaia, fala em “falta de qualquer critério e norma reguladora”.

“Independentemente do mau gosto subjetivo de muitas dessas intervenções, elas constituem, na generalidade, um atentado às paisagens, desvalorizando os territórios onde se inserem. Podem, durante algum tempo, favorecer negócios locais e atrair visitantes, mas não o farão com continuidade pois, como todas as modas, também esta passará, deixando o território mais degradado e os locais mais feios”, analisa a FAPAS.

A associação alerta que estas intervenções beneficiam “frequentemente de dinheiros públicos” e sublinha que são feitas “sem obedecerem a qualquer quadro normativo, quer quanto aos impactos no território, quer quanto à segurança dos próprios equipamentos”.

Estes, alertam, “frequentemente, por desadequada instalação e falta de manutenção tornam-se perigosos”.

A associação defende que os passadiços, baloiços e semelhantes se integram no conceito de “Parques temáticos”, logo sujeitos obrigatoriamente a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) se interferiram com mais de 10 hectares, ou quatro hectares em áreas sensíveis.

A título de exemplo, a associação diz que os passadiços localizados em Rede Natura 2000 da Ria de Aveiro interferem com 30 hectares de território, e os da Barrinha de Esmoriz com 32 hectares.

“Nem uns, nem outros, foram sujeitos a AIA”, critica.

A associação exige que o regime jurídico da avaliação de impacte ambiental seja revisto, e nele seja incluída “a obrigatoriedade de qualquer intervenção no território, de qualquer tipo e dimensão, ser sujeita a AIA eventualmente num processo simplificado a criar”.

Para a FAPAS, a lei deveria, também, prever um prazo para legalização das “desastrosas intervenções já feitas, sob pena de desativação e desmontagem”.

“Isto, enquanto se vai a tempo de salvar um dos principais ativos de Portugal, a paisagem, diariamente agredida por inúteis passadiços, construídos onde frequentemente existem caminhos antigos, por baloiços sem sentido – e sem seguro –, ou pontes ‘maiores do mundo’ que a todos nos deviam incomodar, quer por saírem dos nossos impostos, quer por hipotecarem o nosso futuro”, conclui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Latest news

AMP quer ‘plano B’ para transportes caso diferendo com Gondomar não se resolva

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP) assegurou hoje que vai levar até “às últimas consequências o esforço...

Assistente administrativa detida por burla

A PSP deteve em Vila Nova de Gaia, uma assistente administrativa por alegada falta de pagamento de serviços prestados,...

Suldouro retoma este mês entrega de contentores para reciclagem em Gaia

A Suldouro, operadora de resíduos nos concelhos de Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira, garantiu hoje...

Mulher morre atropelada por autocarro na N222 em Vilar de Andorinho

Uma mulher de cerca de 80 anos morreu hoje depois de ter sido atropelada por um autocarro em Vilar...
- Advertisement -spot_imgspot_img

Lançado concurso público de conceção e construção da nova ponte sobre o rio Douro

O concurso público de conceção e construção da nova ponte rodoviária sobre o Douro, que vai ligar o Porto...

Pontos essenciais das variantes classificadas de preocupação presentes em Portugal

Das centenas de mutações do SARS-CoV-2 detetadas durante a pandemia, a atenção das autoridades de saúde recai em quatro...

Must read

- Advertisement -spot_imgspot_img

You might also likeRELATED
Recommended to you