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Homem barra caminho a ex-mulher em Gaia e mata-a antes de tentar suicídio

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Um homem barrou a marcha do automóvel guiado pela ex-companheira, em Vila Nova de Gaia, e matou-a com dois tiros de caçadeira, tentando o suicídio em seguida, segundo uma acusação do Ministério Público (MP).

A acusação, deduzida por um departamento do MP especializado em violência doméstica, refere que o homicídio culminou um sucessão de agressões à mulher e à filha menor de ambos, bem ameaças e chantagens, que prosseguiram após a separação do casal.

O homicídio foi consumado ao final da manhã de 27 de outubro de 2020 numa rua da freguesia de Grijó, e tudo começou quando o arguido, guiando um veículo de média gama, perseguiu a ex-mulher, que conduzia um automóvel utilitário.

“Tentou, por várias vezes, atravessar o seu veículo na frente da viatura tripulada por esta ofendida, com manifesto propósito que a mesma se despistasse ou se imobilizasse”, descreve o despacho de acusação.

Mais adiante, bloqueou a estrada, obrigando a vítima a parar, atingindo-a no ombro esquerdo com um primeiro disparo de arma caçadeira.

“Não satisfeito”, relata a acusação, fez um segundo disparo, que lhe provocou lesões em várias partes do corpo e que “determinaram a respetiva morte violenta no local”.

Num terceiro disparo, tentou o suicídio.

O casal, ele de 62 anos e ela 20 anos mais nova, manteve uma união de facto entre 2006 até meados de outubro de 2020 e os atos de violência doméstica ocorreram a partir de 2008.

O processo assegura que o arguido nunca exibiu a arma à vítima, mas chegou a declarar-lhe que pegaria numa caçadeira para a matar.

Quando a mulher estava grávida da filha comum (que nasceu a 02 de fevereiro de 2008), fez-lhe saber que mantinha uma relação amorosa com a sua ex-esposa (de quem se encontrava divorciado) e, por várias vezes, agrediu a vítima a murro e a pontapé, chegando mesmo a cortá-la com um vidro, acrescenta o despacho.

A certa altura, passou a agredir também a filha menor do casal, dirigindo-lhe, de acordo com o MP, esta ameaça: “Corto-te o pescoço. Vou para a cadeia, mas vou para a cadeia feliz”.

Está mesmo na cadeia, preso preventivamente à ordem do processo, e enfrenta a acusação de um crime de crime de homicídio qualificado e dois crimes agravados de violência doméstica contra a ex-mulher a filha menor de ambos.

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