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Quarta-feira, Maio 18, 2022

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E eu a pensar que as festas e procissões estavam proibidas

Zé Pedro Ferreira

Diretor do Jornal Gaia Semanário

Quem me conhece ou acompanha o que escrevo, sabe que tento sempre valorizar o que se faz de melhor e evitar entrar em polémicas ou conversas da treta. Mas hoje sou obrigado a abordar algo tão anedótico, que se não fosse sério apenas daria vontade de rir à gargalhada.

Ontem, a caminho do trabalho, enquanto parado na rotunda de Santo Ovídio, à espera de vez para entrar, comecei a ouvir várias sirenes de emergência.

Tal como todas as outras pessoas que por ali se encontravam, fiquei apreensivo, a tentar perceber qual a grande urgência.

Vindos da A1, uma viatura da PSP, seguida de uma viatura da GNR, seguidas pela carrinha de uma transportadora, que transportava vacinas contra a Covid-19.

Barulho, espetáculo, não faltava nada, à boa moda portuguesa.

Desculpem, mas neste momento, sinto-me mesmo muito estupido, uma vez que não consigo mesmo entender a necessidade.

Todos nos lembramos da discussão entre PSP e GNR, transmitida nas televisões, para ver quem acompanhava as vacinas. Problema resolvido. Vão os dois.

Num país onde as forças de segurança se queixam da falta de meios para efetuar as normais rondas de vigilância ou para acudir a quem precisa, cada transporte de vacinas conta com um carro da PSP e outro da GNR.

Continuo estúpido, porque continuo a não entender…

Há necessidade de ser assim?

É mesmo preciso todo aquele espetáculo?

Não chegaria uma só viatura?

E não podia vir de forma discreta, intervindo apenas se necessário, por motivos de trânsito?

Se calhar podia, mas em Portugal não seria a mesma coisa. Até porque não fossem estas coboiadas e ainda acabávamos todos a discutir o que realmente interessa, mas que se calhar não interessa a que tem interesse(s). E eu a pensar que as festas e procissões estavam proibidas….

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