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Hospital de Gaia acusado pelo sindicado de “menosprezar” os médicos internos de neurocirurgia

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acusou o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) de “menosprezar” os médicos internos de neurocirurgia por não lhes ser pago o trabalho extraordinário que realizam desde 2019 e exigiu retroativos.

Numa publicação no ‘site’ do SIM, este sindicato refere que “apesar de várias insistências (…) através de ofícios dirigidos ao presidente do CA [conselho de administração] que ficam deselegantemente sem resposta, aqueles médicos internos não veem o seu trabalho extraordinário ser remunerado”.

Contactado pela Lusa, o secretariado regional do Norte do SIM, Hugo Cadavez, explicou que “em causa estão as horas extra que médicos internos da formação específica em neurocirurgia” e descreveu “as várias diligências feitas para a apurar e regularizar a situação”.

O responsável do SIM remeteu para um ofício enviado ao CHVNG/E em agosto do ano passado, no qual se lê que os médicos internos de neurocirurgia “não estão a ver cumprido o pagamento dos períodos de trabalho incómodo e extraordinário de Serviço de Urgência que realizam regularmente”.

O SIM refere que esta situação ocorre “desde o mês de setembro de 2019”, altura em que “os internos passaram a integrar a escala oficial de Urgência de Neurocirurgia do CHVNG/E”.

O sindicato elenca os vários pedidos de esclarecimento feitos junto do CHVNG/E e pede “urgência” na regularização da situação, bem como exige que sejam pagos retroativos.

A agência Lusa contactou o CHVNG/E que, em resposta escrita, descreveu que “a Equipa-Tipo aprovada pelo conselho de administração, em abril de 2019, prevê a presença física, por 24 horas, de um especialista e outro especialista em regime de prevenção”, no entanto “não foi prevista nem autorizada a integração de internos em formação, nesta equipa-tipo, em regime de trabalho extraordinário”.

“Assim, à luz do formalmente estabelecido, não pode o CHVNG/E processar e pagar qualquer valor associado a trabalho extraordinário realizado por médicos internos em formação, dado que nunca autorizou que os mesmos fossem escalados”, acrescenta.

O CHVNG/E refere que o Serviço de Urgência Polivalente deste centro hospitalar “está de acordo com as equipas-tipo atualmente estabelecidas e formalmente aprovadas” e adianta que “esta indicação foi transmitida à direção do serviço de neurocirugia”, estando o conselho de administração a aguardar “nova proposta por parte do serviço”.

“O CA aguarda nova proposta por parte do serviço de forma a poder avaliar e aprovar, caso seja necessário, novas escalas que prevejam a integração formal destes profissionais”, termina o centro hospitalar.

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