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Inícionotíciasarquivo1.200 casas de renda acessível para a classe média

1.200 casas de renda acessível para a classe média

A câmara de Vila Nova de Gaia está a desenvolver um projeto de construção de cerca de 1.200 fogos de habitação de renda acessível, tendo identificado sete locais no concelho, construindo casas com tipologia T2 e T3, cujas rendas podem ir de 250 a 350 euros.

Em declarações aos jornalistas após uma reunião de câmara que decorreu por videoconferência devido às contingências da covid-19, Eduardo Vítor Rodrigues adiantou que o projeto para o terreno dos Arcos do Sardão, próximo da Estrada Nacional 222, é o mais avançado dos sete já estudados e que a candidatura a fundos europeus deverá seguir em abril.

“Garantidamente vai ser rápido porque os fundos da ‘bazuca’ vão ser executados rápido”, referiu o autarca, falando da possibilidade de um financiamento a 100% e fundo perdido, mas sem adiantar valores ou prazos.

Nesse terreno, a câmara de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, acredita que virá a construir cerca de 30 fogos feitas em casas germinadas com pormenores de eficiência energética, avaliadas em 140 mil euros por habitação para os T2 e 160 mil euros como valor de referência para os T3.

As habitações baseiam-se num projeto tipo e os restantes terrenos já identificados para este projeto de renda acessível localizam-se em Vilar de Andorinho, Pedroso, Sandim, Canelas, Avintes e Canidelo.

Eduardo Vítor Rodrigues disse que “nesses locais está garantida a construção de 400 fogos, mas que as necessidades identificadas e a ambição apontam para as 1.200 casas”.

“Não é construção em altura, isso está fora de questão. A Estratégia Local de Habitação exige que, obrigatoriamente, estas casas fiquem em terrenos com acessos e transportes. Não vamos construir em locais que ninguém quer”, disse o autarca.

Esta descrição decorreu depois de nesta reunião os vereadores do PSD, que são oposição ao executivo socialista, terem pedido esclarecimentos sobre os benefícios que o município retira de permutas de terrenos que está a levar a cabo com o Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado Gaia Douro.

Entre os terrenos está o dos Arcos do Sardão para habitação de renda acessível, um em Canidelo, cuja finalidade não está fechada”, e lotes próximos da rua 20 de junho, no centro do concelho, para construção do futuro edifício dos Serviços Técnicos do Município, cujo projeto deverá ser conhecido no verão, disse o presidente da câmara.

A reunião também ficou marcada pelas questões levantadas pelo PSD sobre as isenções que a câmara concede, um tema suscitado quando estava a ser apresentado o relatório sobre benefícios e incentivos das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU).

“É mais simples fazer igual em todo o lado, abrangendo a maior parte das zonas urbanas do território de Gaia, mas tal perde o fulgor necessário para privilegiar investimentos nas áreas efetivamente em processo de degradação e abandono (…). Usar a igualdade, em vez da equidade, é mais simples e menos doloroso, mas retira o fator distintivo para a captação de investimento, penalizando ainda por cima todo o restante território municipal, em idênticas condições”, referiu o vereador social-democrata, Cancela Moura.

Eduardo Vítor Rodrigues admitiu que “tecnicamente é verdade” que a câmara está a promover isenções “independentemente de ser ARU ou não”, mas justificou a opção.

“Percebo o debate, mas tenho de competir com Matosinhos e Porto e criar atratividade. Temos de mostrar que somos um Município fiscalmente amigo”, disse o autarca.

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