Domingo, 14 Abril 2024

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1.ª Edição – Secção Animal

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“Não sirvo só para alguns meses”

Muitos consideram o seu animal de estimação como melhor amigo e um membro da família. Desde 2017, segundo o Diário da República, os animais de estimação deixaram de ser “coisas”, adquirindo estatuto jurídico. Os animais têm dado provas de que também têm sentimentos, necessidades e têm de ser respeitados como qualquer ser humano. Fornecer-lhes as melhores condições possíveis deveria estar nos objetivos desde o início.

Contudo, o abandono animal, em época de férias, ainda é algo muito frequente. Nos dias de hoje, essa não deveria ser a solução, pois existem outras opções, de que os tutores ainda não estão elucidados.

O médico veterinário Pedro André, colaborador na Plataforma de Acolhimento e Tratamento Animal (PATA) refere: “Hoje em dia, a problemática do abandono animal não tem um carácter tão sazonal como outrora, sendo mais ou menos constante ao longo de todo o ano, ainda se nota mesmo assim um ligeiro aumento de casos durante os 2-3 meses de verão.” Mensalmente, a PATA recolhe e resgata cerca de 30 a 35 animais. “Alguns são restituídos aos seus detentores, outros são encaminhados para adoção quando a restituição não é possível, e outros ainda vão permanecendo nas nossas instalações até serem restabelecidos de doenças pré-existentes para encontrarem futuramente um lar e uma família”, acrescenta.

No combate ao abandono, esta plataforma costuma desenvolver várias ações de formação e sensibilização em escolas de Vila Nova de Gaia, promovendo atividades nas suas próprias instalações, envolvendo crianças e seus familiares. Recebe ainda visitas diariamente, onde é fomentada a ideia de “adoção responsável” e ainda do “não abandono”, bem como a criminalização do mesmo.

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